
domingo, 8 de março de 2009
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sábado, 7 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
domingo, 1 de março de 2009
Mudam-se os tempos




Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luiz Vaz de Camões
sábado, 28 de fevereiro de 2009
A estratigrafia de vivências deixadas pelo tempo e pelas múltiplas utilizações, cria uma sensação por vezes arrepiante e ao mesmo tempo romântica.
Através de um filtro de pó com um fundo de picaretas, destroços, paredes descarnadas, vislumbram-se "obras de arte".
Um testemunho do artista/ voyer que utiliza as novas tecnologias para documentar uma obra transformando-a na sua Obra.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Um repórter de guerra da construção civil.
Um repórter de guerra da construção civil.
O uso de capacete era obrigatório nos dois cenários as botas quase semelhantes, a destruição do edifício era também idêntico a um qualquer edifício depois de um ataque massacrado pelas rajadas de metralhadora,bazucas e sabe-se lá mais o quê.No entanto as armas convencionais de uma guerra são neste caso substituídas por picaretas,martelos,betoneiras,serrotes,maçaricos,rebarbadoras,berbequins,etc.
O único objecto que sobressai neste cenário que afinal é uma obra de reconstrução civil,é uma objectiva fotográfica sempre pronta a registar as mudanças resultantes da operação em causa.Pedro Bernardo é quem assume o registo e assim que vi pensei:- Está um autentico repórter de guerra da construção civil.
Miguel Telles da Gama
Lisboa Dezembro 2007
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Hoje de Manhã

Hoje de Manhã
Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia por caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
assim quero que possa ser sempre —
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.
Alberto Caeiro



























Rua Jardim do Regedor nº 33 Lisboa Fevereiro 2009














